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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Descascar animais




Sou do tempo em que o termo descascar era usado quando alguém queria comer uma fruta ou legume. Ouvia-se no máximo “fulano descascou sicrano”, em sentido figurado, quando alguém falava mal ou fazia fofoca de alguém. No máximo isso, no máximo!!!!
Nunca imaginei como as peles dos animais chegam às vitrinas. Sempre fiz uma ingênua comparação entre comer carne e retirar a pele. Matar por matar, não!!! Porém... se é pra comer que seja. E que seja indolor (se isso fosse possível), ou que não prolongue a dor e agonia do bicho.
Se parar pra pensar... Não como carne mesmo!!! Já passei alguns bons anos sendo lacto vegetariano (de origem animal só ingeria leite e derivados). O que foi fantástico pra saúde (não sabia o que era gripe, cansaço, mau humor entre outras doenças físicas e/ou psíquica). Me mantive com pouco mais de 50 quilos, 52 pra ser exato. Ok, ok... eu sei que era desproporcional em relação aos meus 1.83m. Isso acontecia por gastar muito mais calorias do que consumia. Sendo assim, procurei não pensar no bicho morto, voltei a comer carne.
Me lembrei de um documentário que assisti de olhos vermelhos, arrepiado e indignado, quando estava em Portugal. Cães tiveram (e têm) a pele retirada. Eles são literalmente descascados em vida.
Traduzindo em miúdos.
O vídeo que assisti delega aos chineses (que não deve ser o único povo) a prática da crueldade.
Estupefado me deparo com um retrocesso atroz, voraz e irracional. E concluo: O Homem não passa de um homem (com “H” minúsculo).
Como se não bastasse o sangue derramado de focas, baleias e golfinhos, outros animais são cruelmente massacrados, aparentemente sem a justificativa de matar pra comer (a cultura local alega ritual). A pele de cães é retirada, a faca, dos animais vivos. Duro de acreditar???!! Não é inacreditável???!! Parece coisa do outro mundo??!! Não, não é!!!! É real. É verdade!!! Nesse “balaio” de insanidade nos deparamos com cães “descascados” vivos. A alegação é para permitir um “corte limpo”. Ao ter a pele retirada o animal é jogado no lixo ainda vivo. O “monte macabro” de lixo vivo é tão surreal que jamais poderia ser filmada como obra de ficção. É nojento. Deplorável. Nas imagens ainda constatamos que o “lixo” ainda treme, o coração bate... Os olhos de sangue de um “infeliz” piscam e olhando para a câmera parece perguntar: “o que foi que aconteceu? O que foi que fiz”.
Socorro, grito EU!!!! Como pode??!!
Não evoluímos, pelo contrário, involuímos.
Se você quiser ver o vídeo pra constatar a covardia acesse.
ATENÇÃO!!!!! ASSISTA SE FOR CAPAZ!!! EU VOMITEI!!!

Machuque devagarzinho.



Crueldade pode ser amenizada??!!
Pode judiar, mas com jeitinho. É a sensação que fica lendo o artigo abaixo publicado (UOL Notícias) da decisão do STJ.
“STJ impede uso de meios cruéis para sacrificar animais.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que o sacrifício de animais em Centro de Controle de Zoonose só aconteça em situações extremas e imprescindíveis para a proteção da saúde humana e seja feita de modo que o animal não sofra.
A decisão da Segunda Turma aconteceu no julgamento de um recurso apresentado pelo município de Belo Horizonte (MG), que recorreu ao STJ contra decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais de amenizar o sofrimento de cães e gatos apreendidos por agentes públicos para controle da população de animais nas ruas da cidade.
De acordo com o ministro Humberto Martins, relator do caso, "não se poderá aceitar que, com base na discricionariedade, o administrador público realize práticas ilícitas".
Para ele, a utilização de gás asfixiante no Centro de Controle de Zoonoses durante a erradicação de doenças transmissíveis a humanos, como a raiva e a leishmaniose, "é medida de extrema crueldade, que implica violação do sistema normativo de proteção dos animais, não podendo ser justificada como exercício do dever discricionário do administrador público".
Belo Horizonte sustentava que para usar outro meio de sacrifício, como a injeção letal, violaria o princípio da proibição da reformatio in pejus (impossibilidade de haver reforma da decisão para agravar a situação do réu).
Na avaliação do relator, a injeção letal não é a única maneira que atenderia ao sacrifício sem crueldade.”

Em muitas das cidades (que morei no interior de SP, e em cidades da região) não existe uma política de controle de natalidade e/ou retirada de animais das ruas (Se não existe uma assistência ao SER HUMANO imagine aos animais). Sendo assim ouvimos (e vemos) cavalos, gado, cães e gatos, largados nas ruas, provocarem acidentes. E na maioria das vezes causando a morte de motociclistas.